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quinta-feira, maio 27, 2010

O Apóstata

Juliano tomba, cai da sua montada,
a garganta fatalmente trespassada.
Jaz por terra, corpo quebrado, sem tino,
adágio miserável de um destino
pronunciado nos versos das Sibilas...
O Cordeiro extingue o Óptimo do mundo
adormentando mentes já esquecidas
da velha glória que no mais profundo
dos sentidos se julgava imperecível!
Este anacrónico cadáver decreta,
desprovido de aforismo inesquecível,
quão efémera se revela a incerta
digressão que os homens afanosamente
alicerçam sobre os escombros pretéritos...
Cessaram as vozes de antanho e seus méritos,
assome um Pai num futuro diferente.