Eu sou uma espécie de cor
que evolve colada ao sentimento...
E consonante com a minha dor,
assim é o tom do meu momento.
E em cada som, em cada suspiro
é como se um espécie de brilho
intenso me inundasse a alma...
E todo o bulício que soa no mundo
recua e devolve uma certa calma
descansando o mais profundo
daquilo que faz este mesmo que sou.
E em mim, e por esse mundo fora,
sinto que nada importante mudou,
que existe sempre quem chora
e quem ri, e quem sente desmesuradamente!
Não haverá, eu sei, de mim memória,
o devir prossegue deixando a semente
do futuro e minha gesta inglória,
terá sido um pequeno grão, um evento
insignificante - signo de esquecimento...
quarta-feira, novembro 18, 2009
quinta-feira, novembro 12, 2009
Visão Plural (2)
Quando o próprio universo sabe a conspiração, todas as nuances parecem pré-destinadas. Então, convém perceber que não existe centro, apenas uma pluralidade de caminhos possíveis.
segunda-feira, novembro 09, 2009
Visão Plural
Eu sou um pedaço de estrelas
perdido
em um outro pedaço de estrelas,
navegando sem destino
no espaço-tempo.
Eu sou um sentimento e
uma consciência que acordou
um dia
no local onde se permite
o sonho
e onde, por oposição, se permite
matá-lo...
Eu sou ilusão, utopia
feita matéria,
consciência da dor
e da morte,
paz e desassossego,
amor e ódio,
mas sou mais que isso tudo
simplesmente
porque não estou só.
perdido
em um outro pedaço de estrelas,
navegando sem destino
no espaço-tempo.
Eu sou um sentimento e
uma consciência que acordou
um dia
no local onde se permite
o sonho
e onde, por oposição, se permite
matá-lo...
Eu sou ilusão, utopia
feita matéria,
consciência da dor
e da morte,
paz e desassossego,
amor e ódio,
mas sou mais que isso tudo
simplesmente
porque não estou só.
quarta-feira, novembro 04, 2009
Incompreensão
Sofremos também com o silêncio
essa forma perversa de esconder.
O rosto fecha e as palavras
que tristemente se abafam
revelam-se quais punhais
que, cruelmente,
se cravam no inconfessado sentir.
Fui no passado uma certa
forma de ingenuidade
que ora jaz morta, perdida,
e como todas as perdas
é, em igual medida,
um caminho que se fecha
e uma lição de continuidade...
A Beleza tem os seus espinhos,
e o Mal em nós obriga não
tanto a triste resignação
mas antes ao cultivo da esperança!
essa forma perversa de esconder.
O rosto fecha e as palavras
que tristemente se abafam
revelam-se quais punhais
que, cruelmente,
se cravam no inconfessado sentir.
Fui no passado uma certa
forma de ingenuidade
que ora jaz morta, perdida,
e como todas as perdas
é, em igual medida,
um caminho que se fecha
e uma lição de continuidade...
A Beleza tem os seus espinhos,
e o Mal em nós obriga não
tanto a triste resignação
mas antes ao cultivo da esperança!
segunda-feira, novembro 02, 2009
Minha Culpa
Encantaram-me as promessas
que se soltaram como gargalhadas
de crianças travessas...
Recolhi-as em acções desbragadas
e, com o meu ego enfunado,
traguei-as ávido como um louco!
Quando acordei foi-me dado
a contemplar o quão pouco
sei do mundo; arranquei momentos
alheios, gentis sentimentos
que não eram certamente os meus.
Venha pois o certo e justo castigo
decrete-o então a Sorte ou Deus
pois a culpa, essa já carrego comigo!
que se soltaram como gargalhadas
de crianças travessas...
Recolhi-as em acções desbragadas
e, com o meu ego enfunado,
traguei-as ávido como um louco!
Quando acordei foi-me dado
a contemplar o quão pouco
sei do mundo; arranquei momentos
alheios, gentis sentimentos
que não eram certamente os meus.
Venha pois o certo e justo castigo
decrete-o então a Sorte ou Deus
pois a culpa, essa já carrego comigo!
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