acordas morosa
todas as manhãs;
acordas com manhas
de gata;
acordas ao jeito
de uma intemperança divina;
acordas como se o mundo se finasse
esta noite;
acordas
e eu fico-me numa caligem sonolenta,
sem a convicção imperiosa de ser
na palma das mãos.
senti o veludo da tua pele,
na ponta dos meus dedos;
senti o efémero prazer
das carícias trocadas
neste agora já,
que logo-logo acaba de ser;
senti o pavor inexplicável de esquecer,
de perder os detalhes agudos do momento.
acordas no afã sem cessamento dos dias
que correm sem destino;
e eu fico assim olhando,
calado,
pois todas as palavras
soam-me,
todas,
trôpegas.
terça-feira, fevereiro 24, 2015
sexta-feira, fevereiro 20, 2015
cortei-me vagamente na lâmina dos teus olhos
temporário na forma
suspendo o teor do momento
na beira da fraga resoluta
cortando a direito o músculo do caminho.
a rectidão é uma espécie de remédio
e a santidade geme solitária
enquanto o corpo se curva no estiraçar dos segundos.
amanhã postular-se-á o preceito
para um novo teorema do ser.
antes porém,
será de conveniência que se pesquise
alguma decência...
suspendo o teor do momento
na beira da fraga resoluta
cortando a direito o músculo do caminho.
a rectidão é uma espécie de remédio
e a santidade geme solitária
enquanto o corpo se curva no estiraçar dos segundos.
amanhã postular-se-á o preceito
para um novo teorema do ser.
antes porém,
será de conveniência que se pesquise
alguma decência...
quinta-feira, fevereiro 12, 2015
jus
o avançado ditou no espaço vazio,
dois passos céleres sobre o corpo esvaído
de uma vaca com cio.
resumindo,
amiúde,
a ressalva contínua do momento,
resolve-se equacionando um calvário pendente,
balançando de um filamento
de desvarios.
consola por entre dois poros:
um quieto,
o outro afanado,
um brilho azul palpitando quente
enquanto por outro lado
se perdem demoradamente dois porcos
fitando os fluxos da alta finança.
ele regressa,
ela parte,
ele fica,
com tanta coragem circula
que a tomo,
olhando,
por gula.
a vontade quieta,
nos olhos forçosos de extensa dieta,
ajoelha um pedido;
ele parte e ela rege,
um bate o outro geme,
dois ovos crescem no horizonte.
era o adeus que vias
na curva do arco-íris.
que merda!
dois passos céleres sobre o corpo esvaído
de uma vaca com cio.
resumindo,
amiúde,
a ressalva contínua do momento,
resolve-se equacionando um calvário pendente,
balançando de um filamento
de desvarios.
consola por entre dois poros:
um quieto,
o outro afanado,
um brilho azul palpitando quente
enquanto por outro lado
se perdem demoradamente dois porcos
fitando os fluxos da alta finança.
ele regressa,
ela parte,
ele fica,
com tanta coragem circula
que a tomo,
olhando,
por gula.
a vontade quieta,
nos olhos forçosos de extensa dieta,
ajoelha um pedido;
ele parte e ela rege,
um bate o outro geme,
dois ovos crescem no horizonte.
era o adeus que vias
na curva do arco-íris.
que merda!
Subscrever:
Mensagens (Atom)