sexta-feira, junho 12, 2015

imprecisão

por vezes procuro ser vão,
apenas viver
sem buscar um sentido.
estar como as pedras,
talvez como as flores;
sucumbo a esta soberba sem decoro:
como se vãs fossem as flores,
ou menos úteis que eu,
as pedras.
ganho instantes exaltados
no raiar impreciso de um olhar,
no invento desmedido de um sorriso
que foi,
tão somente
e nada mais,
que um esgar sem motivo;
até volver desse gaudio passageiro,
ao espaço labiríntico
deste presente sem lustro,
que pinga
o eco de cada segundo.