não visito este sítio muitas
vezes.
procuro-te nele,
noutros lugares,
por toda a parte.
talvez me odeies,
talvez me queiras,
mas provavelmente
nada.
há um jogo de palavras,
embrulhado por memórias
em ousadias várias;
como a birra de um fedelho;
sorris por certo
desdenhando o desespero,
repara que a insinuação das
lágrimas
é tão sincera,
que a sua ausência concreta
revela uma torrente angustiada.
sou adepto de não complicar
e contudo,
tudo complico
sem o desejo de tal.
mediocridade,
eu sei,
perdoa-me,
se puderes.
sobre uma relva imaginada
imagino-me deitado
a sonhar.
numa lânguida postura,
de pastor distraído,
perco-me na linha do horizonte.
essa linha que me separa
nem de quê
sei;
é assim que me alcança o medo,
não te vejo;
onde estás?