terça-feira, outubro 06, 2009

Confesso-me uma Procura...

O som da minha derrota é estrondoso!
E o silêncio do que chamo esperança,
morre à distância, num cansaço pesaroso.
Nisto se enfrentam, em furiosa dança,
Passado e Futuro, e o infernal Presente
que afirma uma teimosa continuidade
é afinal uma outra forma de ser ausente,
uma angustiosa manipulação da vontade
contrária aos justos movimentos naturais,
onde o todo se resume a conjuras causais.
Sou pois como uma simulação de alento,
para além de toda a manifestação honesta
de querer, determinação e sentimento.
Sou um coração a quem o amor admoesta,
Uma ideia que busca ser um ideal,
Ruína recomposta, Bem afeito ao Mal.

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