Todas estas nossas noções,
do tempo, do amor e da morte
são óbvios véus, claras ilusões,
versos sem alento nem sorte,
lançados ao mundo feroz
que nos vai sonegando o fôlego.
E se é nesse cosmos que nós
sentimos o desejo sôfrego,
uma desmedida vontade
de cantar fogo e liberdade,
de gritar contra o vento
amo-te!, e quero-te!, mais
que a tudo! É então o momento,
na subtil medição dos ais,
de todo o universo nos dar
uma jura de luz e de paz!...
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