Estar aqui, rodeado de estranhos, define a essência de ser português, tanto como define a essência de ser chinês ou guineense; todos somos uma forma de solidão, uma voz isolada entre perplexidades incómodas e acomodações reconfortantes. Todos somos, é uma questão de honestidade, filhos que esperam por um carinho de mãe, loucos ardendo por um beijo apaixonado, por uma carícia de alguém amado, ou desejado, mulheres e homens sisudos que se derretem num riso estridente, ou no sorriso luminoso, de um filho.
No fim das contas, não somos tão diferentes assim.
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