Não uses as palavras
como adagas mortais,
nem faças da dor,
em prosa definitiva,
uma mecânica descrição
do desespero.
Liberta o que sentes
como a luz
que rasga as trevas na alvorada
qual radiosa imagem de liberdade;
ou a escuridão,
que amorosamente
supre o fulgor do sol,
abraçando devagarinho
as formas que sentem
mais todas as suas sombras.
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