É assaz inconstante o vento
assim tal como o sentimento...
E fala-me como doença
como uma náusea perene
que se exulta na indiferença
que em toda a parte nos persegue!
Empeçonha-se o ar nas ausências
oprimindo o peito num nó
cego carpindo impaciências!
Pudesse apartar este pó,
que me tolda a visão de tudo,
e seria não um poço escuro
mas doce toque de veludo
acariciando o futuro!
Entretanto sou neste estar
que apenas sabe como errar!...
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