terça-feira, agosto 09, 2011

Opressão

O cheiro da urbe
fala de uma urgência antiga
ecoando perene
pelas sinuosas prisões
que se abrem aos céus.
As cores esbatem-se num cinzento betúmico
sussurrando o arrastado dos ferros
e a opressão dos açaimes.
As ruas bebem o sangue
de quem ousa desafiar o silêncio
tácito
submisso
que perpétuo se esconde por becos escuros.
A noite conta-nos então
ainda que sob a forma de um segredo inútil
o motivo que se fez avenida
e a madrugada fará dele passeio
tomando da Liberdade o nome
e da Revolta
a ideia!

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