Não sei o que sustenta a lua
quando nela teimamos ancorar
os nossos mais prodigiosos sonhos;
aqueles mesmos
com que ousamos iludir
mesmo que por parcos instantes
toda a inevitabilidade dos passos
com que nos arreigamos à terra.
entre o romance que se suspende
numa lua cheia
e um amor tranquilamente terrestre
flui uma infinidade deliciosa
de aparentes impossíveis.
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