sexta-feira, fevereiro 15, 2013

o pastor ateu 3



não falo de onde nasce a melancolia,
nem sei como se rendem os pólenes
ao farejar virginal das crianças;
entendo o chão que piso,
enquanto o piso,
e as palavras que deixas em meu ouvir,
e os gestos que fazes ou deixas por fazer.
as nuvens lá por cima,
prometem prodígios que abastam o sonhar
de quem a isso se atreve.
todos os monumentos dos homens
desejam transtornar o senhorio da morte;
e apenas esses,
no entendimento que faz a coisa consciente,
roçam a imagem de um deus;
mas tal sucede,
precisamente,
por nisso não saberem
meditar.

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