olho-te nos olhos
um fogo-desencontro;
no céu,
jamais fixarei o grande olhar
sob pena de queimar-me o ver,
sob pena de perder a luz
e esta visão de ti;
caia a noite,
vê-la-ei no dorso de uma fera branca,
correndo entre as fogueiras remotas
de irmãos e crentes distantes.
conheço-te o sorrir
apenas da pele que toco em ti,
mas quero vê-lo,
no todo,
nu,
sem véus,
com estes olhos meus.
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