quinta-feira, agosto 07, 2014

merda... que não me apetece!

ando atrasado
fora do ritmo
desfasado,
até,
sempre!
a azáfama deste mundo de preceitos esconsos,
pululando de becos
e quelhas impossivelmente estreitas,
está pronta a sacrificar localmente
aquilo que espaços infindos,
agora fósseis vibrando viés
de mostruários tecnológicos,
abriam outrora ao guião sem norma
dos sentimentos.
assim definhamos nós
todos os dias;
tatuando na pele da alma
os traços toscos do tempo
riscados com fúria marcial.

há muito que não me deixo levar por um relógio no pulso,
mas continuo escravo
como os outros.

1 comentário:

Paulo Ribeiro disse...

Também eu deixei de usar relógio de pulso há muito tempo, como que para escapar à ditadura dos horários e ao desenrolar desenfreado da rotina. Mas mesmo assim a verdadeira liberdade mais não é que uma ténue esperança, sempre mais além, sempre inatingível.