sexta-feira, fevereiro 10, 2017

espinha

entre os impossíveis,
memorizo mais uma des-história
no arredondar cortante
das esquinas
a que sujeito cada passada.
sangrei muitas noites,
em segredo,
despido de sonhos
e sem o manto rotineiro dos sons.
atado por um novelo de lâminas,
ecoando acusações
e falhanços de ser.
hoje não mais presumo a verdade
dentro de mim,
esqueci-me como tal se projecta,
e todo o conceito se me apresenta
quimérico,
vertiginoso.
perdoei-me a estultícia,
mas nunca me desculparei
a ignorância.

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