São migalhas o que o tempo nos dá,
pequenas memórias, fragmentos,
coisas de nada,
filigranas de esperança
laboriosamente esculpidos
pelo desejo que, efémero, entrelaça os dias.
Despojado da riqueza confusa da emoção
dormes só,
esquecido daquela companhia
que se anima nas vozes
que guiam ao porvir.
O mundo não se rende ao óbvio desconforto,
nem se perde em prantos;
aprende a rir
para que seques as lágrimas;
aprende como se chora
para que possas, por fim, saber como rir.
Assim, tudo pode começar...
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