segunda-feira, setembro 26, 2011

Prece Profana


Diz-me tu de onde nascem
todas as fontes.
Conta-me
com os teus olhos
como posso beber o sentir
num jorro que se descontrola
por entre mistério e certeza pura
de uma fonte
que
também ela
é fatal
desconheço.

Eu tento-me nas curvas dos horizontes
onde toda a sensualidade explode
na inevitabilidade vital
do que está entre o de cá
e o de mais além;
eu tento-me nos olhos
e na pele
no toque virtual
e na carícia intensa
na luz
na treva
e no sonho;
eu tento-me nas nuvens
que parecem trazer
o teu sopro amoroso
aos céus.

A vontade medra
na justa distância
entre os impossíveis.

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