reconhece no silêncio
os símbolos que se conjuram das intenções.
é nos olhos que se cimenta a mágica conversão das coisas químicas
no acolchoado traiçoeiro da emoção.
define-se da solitária lágrima
a comoção excessiva de um pranto;
tudo se engrandece
transmudando-se do ínfimo.
a morte é esse pequeno acto
de onde se exacerba,
depois,
o esquecimento.
reconhece no silêncio
isto,
tudo o resto será igualmente confuso.
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