sexta-feira, abril 13, 2012
medo
naufraga o ridículo
entre vagas e ventos sem amo,
sobra das veias sangue
para resgatar aos sentidos dormentes
um clamor de vingança.
da lua pingam os pedaços com que a luz chora
a inconcebível distância ao sol,
um fio desassombrado escorrega
da cúpula celeste
mentindo longamente a origem de tudo;
o engodo serpenteia falsamente luminoso,
distraído por relevos forçados,
sujeitando a vontade à topologia adversa
dos preconceitos.
os olhos tomam-se pela escuridão
de vícios e desesperanças.
não se faz futuro sem medo,
não se tem presente quando tudo se teme.
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