Os desaforos rolam na fúria incontida,
contida agora em segundos imparáveis.
A memória arroga-se,
nos seus abismos humanos,
de direitos e soberbas,
deslizando com fel
por caminhos de exagero e omissão.
Morrem as ideias
sacrificadas aos gritos vazios da circunstância.
Uma chusma demagógica
cola-se ao tecido do mundo
e o seu som perturbado
confunde quem se força a escutar
até
quiçá
ser tarde sem remedeio...
Talvez, por entre a tempestade dos índices
e a mecânica viciada que dá a quem tem
tirando dos cada vez mais, nadas...
Talvez,
possa ainda existir
a vontade decente da consciência...
Sem comentários:
Enviar um comentário