Já não me vejo para além de ti,
e os teus silêncios são como véus implícitos
adormecendo a luz que conforta o que sinto.
Não sei como adivinhar as palavras
que seriam por certo justiça na tua voz,
são talvez como sonhos que se sonham pelo sonho adentro
e sendo assim se dotam desta fatalidade incongruente
das coisas que jamais se farão passado.
Adiante,
(invento, talvez) uma hesitação nos teus lábios mudos,
um trejeito inocente
que se morde quase imperceptivelmente...
e aí mesmo ouso a possibilidade de um beijo,
um grito furioso de tempestade!,
e não é mais isto que um desejo,
um desejo de ser
para ser
só teu.
Teu.
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