sexta-feira, julho 17, 2009

Eterno Retorno

Custam-me as barreiras do mundo...
Os intransponíveis muros de tempo
Que se elevam nos dias que vivemos
Testemunhos frios e nús do afastamento
Que se nos impõe...

Custam-me as palavras da solidão,
Como árvores desfolhadas na invernagem,
Despidas do seu sentido;
Longe de quem querem acariciar,
São como sementes mortas
Sem destino a cumprir...

Custam-me os momentos sozinho,
Em que me lanço nos braços do Mundo,
Com uma sufocante vontade de ser tudo,
Mas descubro em mim,
Todas as barreiras do mundo...

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