Todas as minhas manhãs mergulho
Num inevitável oceano desconhecido,
E todos os dias perco, em algum sentido,
Pedaços inteiros do meu orgulho...
Sementes hão, que vogam na brisa
De tudo o que sinto e sei maravilhoso,
E o Destino que tudo força e realiza,
As derrama e germina poderoso...
Serei por fim esquecido por ti e todos,
Transformado em simples flores e lodos,
Mas todas as minhas restantes manhãs
Em nada serão, eu o prometo, vãs...
Esqueçam-me vos rogo nestes versos,
Ligeiros e pobres, mesmo que sentidos,
Pois neles apenas verão, submersos,
Momentos passados pr'a sempre perdidos...
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