Eu sou dor que se busca
sem desejo de se encontrar
quando todos os propósitos se mostram,
na distância indefinida de um horizonte,
como duvidosas promessas de transcendência.
A luz aquece a escuridão
mas não sossega o preconceito do vácuo,
e são vastas as bifurcações
que magoam o tecido áspero da vida;
como se os passos se condenassem sem remédio
na fatalidade de um caminho excessivamente rugoso,
cujas sinuosidades tolhem o sonho.
Valem as cores sobre os princípios do cinzento,
frágeis testemunhas da sensação,
que se faz urgente,
de querer sorrir, de saber chorar.
Passado e Futuro são janelas impossíveis
vistas de um Presente que,
mal se contempla,
já não existe mais.
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