Imagino de onde chega o ódio,
mas eu, eu não o consigo entender.
A imagem reflectida do próprio
terror, remete a um sentir perder
que isola do medo o cheiro exacto
de um detalhe subtil da memória...
E desta minha lembrança aflora,
quase com a certeza do tacto,
a vontade nua de o teu corpo
ser um templo e os teus olhos um outro
altar onde me prostro devoto.
Mas tudo é um tanto ilusivo,
do meu desejo se faz castigo
e do teu olhar um sonho remoto.
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