terça-feira, fevereiro 01, 2011

Só

A noite fechou
descolorando as formas
sob um céu que se apagou.
Não encontro o teu olhar
que imagino generosamente perdido nos mil sonhos
belos e subtis
que amorosamente desejo sonhar junto a ti.
Não sinto o respirar sensual do teu peito,
trazendo a promessa do teu corpo,
nem a forma como os teus lábios perfumam
o cinzento do meu nome.
Não estás
e essa evidente ausência
desnuda a conspiração
entre o ensurdecedor silêncio nocturno
e a indefinida forma dos meus desatinos.
Não estás
e por isso mesmo eu estou, e estarei, aqui
só...
à espera...

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