Existe sempre uma mancha,
uma névoa, um véu,
escondendo a ideia de uma alma
num engano suave
que morre numa lágrima.
Como num azul falsamente infinito
se esconde a verdade dos céus,
também na torrente das palavras casuais
e na babel ruidosa dos gestos mundanos
se ensombra tudo
quanto os olhos espelham.
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