Os silêncios são coisas maravilhosas,
sussurros de deuses mortos
segredando baixinho ao ouvido solitário
fórmulas de verdades impossíveis;
e são também momentos a que se nomeia,
por vezes,
de angústia...
Mas quando o mundo não fala,
está calado,
e o silêncio é o único discurso
fazendo-se e desfazendo-se nos gestos
e nos movimentos dos vivos,
podemos, talvez, ouvir-nos
e, numa epifania,
improvavelmente,
descobrir.
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