terça-feira, maio 10, 2011

Sonhei obviamente demais.
Todo o sonho é demasia,
desejo que se deseja impossível
para que possa ser aquilo que é
- sonho.
No silêncio da noite,
enquanto uma Lua imensa despudoradamente sorri
a luz com que o Sol secretamente a ama,
fantasia-se a fantasia num manto ilusoriamente concreto
e, num soberbo instante,
o sonho respira
e é quase conforto, e é quase memória,
e, decerto,
será alimento
da esperança.

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