Procura ver-me nos intervalos das coisas,
nos silêncios criados nas raias do desassossego,
nas cores que, desmaiando de tonalidades exuberantes,
vestem de mansinho a monotonia que marca o Tempo.
Somos estes átomos que se querem mais,
estas coisas que se sonham como sonhos de um deus
procurando na finitude exígua de cada passo
um inefável sentido para tudo.
Talvez tudo o que foi
tenha que ter sido;
talvez tudo o que será
forçosamente será como depois o veremos ser.
Mas nada disso importa
quando me sorris.
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