O futuro purga-se em palavras,
mentindo com sentidos impróprios
ao próprio sentido que o desfaz.
O futuro ecoa o som dos sonhos
esgotando o passado do mundo
para ser quimera principal
das infinidades do Presente.
O futuro é, antes de um fim,
a vertigem do que por lá vem
sentida num momento, agora,
como prelúdio silencioso
de uma eternidade sem destino.
A voz se cala e se esquece o gesto,
a lágrima inuma-se na terra,
mas as palavras são testamento
do sentimento todo que as falou...
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