sexta-feira, novembro 04, 2011
A chuva que me dissolve os passos e neles se dissolve também...
Neste cinzento distrito
zona de rotundas sem fim
de estradas indiferentes
cheias de regras contraditórias
injustamente financeiras
encontras alegorias
e encontras histórias.
Lágrimas e procissões de gentes profanas.
A mão que já nada guia
distingue porém
o espaço de uma abstracção excessiva.
Agora não é um incenso qualquer
que move o sentimento de ir
é o cheiro do cimento húmido
de onde se eleva o som urbano
e a urgência indefinida de chegar.
Eu caminho lentamente
porém com intento
pois se os fins não justificam os meios
o caminho será
eu sinto
tudo quanto me interessa...
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