Morrem as flores
e os seus pólenes caem
na infertilidade dura do cimento.
Os espaços cobrem-se de um cinzento urbano
descolorindo os sonhos
e engolindo a esperança.
Todos os momentos se cumprem numa tonalidade
e ainda assim
perdemos a cor
em toda a sua exuberância etérea,
estando imersos nas efémeras tristezas
que compõem a paleta dos dias...
A liberdade é também assumir a coragem
de ousar um Futuro colorido
confundidos que estamos
neste Presente sem cores...
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