Reduzes as palavras ao sentido do mundo
e o sentido do mundo não existe
pois o mundo não se pensa,
nem fala,
nem escreve,
nem espera pelo amanhã.
O que sobra?
Sobram as palavras,
e o nosso pobre entendimento delas
e do mundo,
em todas as suas omissões,
interpretações,
loucura,
e tudo o resto,
harmonizando o diálogo impossível
entre coração e razão,
dando um frágil, mas profundo, sentido humano
ao que em si mesmo
e fora de todos nós
não tem nem faz
sentido nenhum!
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